Em primeiro lugar gostaria de deixar claro que meu objetivo não é monopolizar o tema com conceitos próprios, até porque o mesmo merece um estudo aprofundado, incluindo considerações diversas. Meu desejo é que de uma forma simples, tal tema fique talvez mais claro, para que as pessoas que se interessam pelo assunto possam entender um pouco melhor em um âmbito geral.
O Transe na cultura Africana tem, dentre vários objetivos, o de manter uma íntima relação do ancestral com seu clã após a morte. Esse contato dá-se por intermédio do “Elegun” (o escolhido), ou seja, aquele através do qual o ancestral comunica-se. Escolhido pelo próprio “Ebora” (o ancestral) é devidamente preparado através de ritos iniciáticos. O ancestral é deificado e passa a ter ligação direta com aquele indivíduo. Este transe é conhecido como “Transe de Possessão” e é o que ocorre em terras africanas, já que nessas terras acredita-se que o mesmo, é um fato tribal, onde os indivíduos teriam transe com os ancestrais diretamente ligados aos seus respectivos clãs, exemplo:
Um “Elegun” em “Oyó” somente poderia ter transe com “Sango”, um “Elegun” em “Osogbo” somente poderia ter transe com “Osun”, etc. Vale a pena ainda ressaltar que neste continente o ancestral é figura singular, não havendo várias manifestações em diversas pessoas ao mesmo tempo. Tanto na África quanto no Brasil, no ponto de vista espiritual, o transe tem a função de estreitar dois extremos; é a fusão do material com o imaterial, a junção entre o “Orun” (um plano a cima do nosso, vulgo, céu) representado pelo “Ebora” e o “Aye” (o material, a natureza, a vida terrena) representado pelo “Omo” ( o filho ). Do ponto de vista psicológico, o transe tem a função de fazer em determinados momentos o médium sentir-se a representação máxima da energia, com as atenções da “platéia” voltadas pra ele, expressando-se através de movimentos próprios, aumentando assim o nível de serotonina no seu organismo, deixando-o em estado de euforia e êxtase. Este transe é conhecido como “Transe de Expressão”, justamente por expressar através de ritos e gestos uma identidade cultural adormecida dentro de uma nova sociedade, podendo o médium estar ou não consciente.
O que fizemos aqui foi uma correlação entre o transe de possessão e o transe de expressão, esperando com isso ter contribuído para uma básica conclusão, deste tão discutido tema, dentro e fora da nossa Cultura.
Então amigos, espero que tenham gostado e que repensem antes de julgar médiuns tanto conscientes quanto não conscientes. Existem ainda inúmeros casos de transe, até mesmo fora do culto sendo estudados em diversas partes do mundo, o que nos torna incapazes de dar uma palavra final sobre o assunto.
Iré o! ( Boa Sorte! )
Maryanna Novaes
O Transe na cultura Africana tem, dentre vários objetivos, o de manter uma íntima relação do ancestral com seu clã após a morte. Esse contato dá-se por intermédio do “Elegun” (o escolhido), ou seja, aquele através do qual o ancestral comunica-se. Escolhido pelo próprio “Ebora” (o ancestral) é devidamente preparado através de ritos iniciáticos. O ancestral é deificado e passa a ter ligação direta com aquele indivíduo. Este transe é conhecido como “Transe de Possessão” e é o que ocorre em terras africanas, já que nessas terras acredita-se que o mesmo, é um fato tribal, onde os indivíduos teriam transe com os ancestrais diretamente ligados aos seus respectivos clãs, exemplo:
Um “Elegun” em “Oyó” somente poderia ter transe com “Sango”, um “Elegun” em “Osogbo” somente poderia ter transe com “Osun”, etc. Vale a pena ainda ressaltar que neste continente o ancestral é figura singular, não havendo várias manifestações em diversas pessoas ao mesmo tempo. Tanto na África quanto no Brasil, no ponto de vista espiritual, o transe tem a função de estreitar dois extremos; é a fusão do material com o imaterial, a junção entre o “Orun” (um plano a cima do nosso, vulgo, céu) representado pelo “Ebora” e o “Aye” (o material, a natureza, a vida terrena) representado pelo “Omo” ( o filho ). Do ponto de vista psicológico, o transe tem a função de fazer em determinados momentos o médium sentir-se a representação máxima da energia, com as atenções da “platéia” voltadas pra ele, expressando-se através de movimentos próprios, aumentando assim o nível de serotonina no seu organismo, deixando-o em estado de euforia e êxtase. Este transe é conhecido como “Transe de Expressão”, justamente por expressar através de ritos e gestos uma identidade cultural adormecida dentro de uma nova sociedade, podendo o médium estar ou não consciente.
O que fizemos aqui foi uma correlação entre o transe de possessão e o transe de expressão, esperando com isso ter contribuído para uma básica conclusão, deste tão discutido tema, dentro e fora da nossa Cultura.
Então amigos, espero que tenham gostado e que repensem antes de julgar médiuns tanto conscientes quanto não conscientes. Existem ainda inúmeros casos de transe, até mesmo fora do culto sendo estudados em diversas partes do mundo, o que nos torna incapazes de dar uma palavra final sobre o assunto.
Iré o! ( Boa Sorte! )
Maryanna Novaes